DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Artefolia propõe desconstrução do frevo
Grupo extrai contemporaneidade dos passos do frevo no espetáculo Preto no Branco.
O som das batidas de um coração é comparado ao compasso binário do frevo no momento inicial de Preto no branco, espetáculo da Cia de Dança Artefolia, que estréia hoje, às 20h, no Teatro Armazém. Em cena, sete bailarinos liderados pela coreógrafa Marília Rameh, que na montagem contou com a colaboração dos também coreógrafos Ivaldo Mendonça e Célia Meira. “Tinha visto num livro de provérbios e ditos populares o significado da expressão Preto no branco, que quer dizer passar a limpo, colocar a tinta preta no papel branco, clarear. Achei que combinava com o que vinha pensando a respeito do frevo”, detalha Marília Rameh.
Os desdobramentos do passo e a desconstrução da forma convencional de se dançar o frevo estão presentes na coreografia, que aponta várias fases diferentes – do solista que brinca com os guarda-chuvas imensos utilizados antigamente; da massa humana no meio da folia do carnaval, expressando os movimentos unida; da contribuição dos capoeiristas. “Há instantes em que não é frevo, nem dança popular”, afirma Ivaldo Mendonça, completando que a história do frevo traz elementos aleatórios, uma forma contemporânea de dançar. Tanto Ivaldo Mendonça, quanto o videomaker Breno César, diretor do vídeo que em alguns trechos serve de cenário para Preto no branco, nunca haviam trabalhado com frevo. Já Marília Rameh e Célia Meira vêm de um longo contato com a dança popular. Os figurinos são criação coletiva e foram costurados por Alcina Sá. Já a trilha sonora é assinada por Luciano Oliveira. No elenco, estão Anne Costa, Iane Costa, Tainá Meira, Andrey Caminha, Mauro Correa, Paulo Cristo e Ramalho Júnior.
FONTE: Diário de Pernambuco | Fim de Semana | 02.03.2007 | Por Tatiana Meira
Artefolia propone la deconstrucción de frevo
El grupo adopta un enfoque contemporáneo de los pasos de frevo en el espectáculo Preto no Branco.
El sonido de los latidos del corazón se compara con el ritmo binario de un frevo al comienzo de Preto no branco, un espectáculo de la Compañía de Danza Artefolia, que se estrena esta noche a las 20:00 en el Teatro Armazém. Sobre el escenario, siete bailarines dirigidos por la coreógrafa Marília Rameh, que también colaboró con los coreógrafos Ivaldo Mendonça y Célia Meira. “Había visto en un libro de proverbios y dichos populares el significado de la expresión Preto no branco (Negro sobre blanco), que significa ‘pasar el trapo’, poner tinta negra sobre papel blanco, aclararlo. Pensé que encajaba con lo que había estado pensando sobre el frevo”, dice Marília Rameh.
El desdoblamiento del paso y la deconstrucción de la forma convencional de bailar frevo están presentes en la coreografía, que apunta a varias fases diferentes: desde el solista que juega con los enormes paraguas utilizados en el pasado; pasando por la masa de gente en medio del jolgorio carnavalesco, que expresa los movimientos de forma conjunta; hasta la contribución de los capoeiristas. “Hay momentos en que no es frevo, ni baile popular”, dice Ivaldo Mendonça, y añade que la historia del frevo aporta elementos aleatorios, una forma contemporánea de bailar. Tanto Ivaldo Mendonça como el videasta Breno César, director del vídeo que en algunas partes sirve de telón de fondo a Preto no branco, nunca habían trabajado con el frevo. Marília Rameh y Célia Meira, en cambio, vienen de una larga historia de contacto con la danza popular. El vestuario es una creación colectiva y fue cosido por Alcina Sá. La banda sonora es de Luciano Oliveira. El reparto incluye a Anne Costa, Iane Costa, Tainá Chagas, Andrey Caminha, Mauro Correa, Paulo Cristo y Ramalho Júnior.
FUENTE: Diário de Pernambuco | Fim de Semana | 02.03.2007 | Por Tatiana Meira
Artefolia proposes deconstruction of frevo
The group takes a contemporary approach to frevo steps in the show Preto no Branco.
The sound of a heartbeat is compared to the binary beat of frevo at the beginning of Preto no Branco, a show by the Artefolia Dance Company, which opens tonight at 8pm at the Armazém Theatre. On stage, there are seven dancers led by choreographer Marília Rameh, who had the collaboration of choreographers Ivaldo Mendonça and Célia Meira. “I had seen in a book of proverbs and popular sayings the meaning of the expression Preto no Branco (Black on White), which means ‘to wipe clean’, to put black ink on white paper, to lighten it. I thought it matched what I had in mind about frevo,” says Marília Rameh.
The unfolding of the step and the deconstruction of the conventional way of dancing frevo are present in the choreography, which points to several different phases – from the soloist playing with the huge umbrellas used in the past, to the mass of people in the middle of the carnival revelry, expressing the movements together, to the contribution of the capoeiristas. “There are moments when it is neither frevo, nor popular dance,” says Ivaldo Mendonça, adding that the history of frevo brings random elements, a contemporary way of dancing. Neither Ivaldo Mendonça nor videomaker Breno César, director of the video that in some parts serves as a setting for Preto no Branco, had ever worked with frevo before. Marília Rameh and Célia Meira, on the other hand, come from a long history of contact with popular dance. The costumes are a collective creation and were sewn by Alcina Sá. The soundtrack is signed by Luciano Oliveira. The cast includes Anne Costa, Iane Costa, Tainá Chagas, Andrey Caminha, Mauro Correa, Paulo Cristo and Ramalho Júnior.
SOURCE: Diário de Pernambuco | Fim de Semana | 02.03.2007 | By Tatiana Meira
