JORNAL DO COMMERCIO
Movimento e simplicidade
Preto no branco traz o frevo sem penduricalhos e com trilha sonora que inclui batidas do coração.
Depois da overdose de passos, cores e homenagens dentro do centenário do frevo, o espetáculo Preto no branco, que estréia hoje (para convidados) no Teatro Armazém, traz uma abordagem simplificada, enxuta e avessa aos cânones da manifestação. O próprio nome já indica essa orientação para um trabalho não-convencional, uma idéia confirmada pela diretora do Artefolia (que produz a montagem), Marília Rameh. “Trabalhamos em cima da simplicidade, do movimento em si”, comenta ela, que, ao lado de Ivaldo Mendonça e Célia Meira, coreografou o espetáculo.
As pesquisas para Preto no branco começaram em 2002: foram realizadas oficinas e laboratórios de criação onde os alunos puderam estudar equilíbrio, foco e intensidade do frevo (com Mendonça) e ainda a desconstrução do passo (com Célia Meira). Uma oficina de capoeira também foi realizada com o Mestre Mago e o professor Tiziu. A junção das diferentes maneiras de trabalhar o passo resultaram em movimentos com uma dinâmica bastante específica, explica Marília Rameh. Em um dos momentos da apresentação, por exemplo, dois bailarinos dependem totalmente um do outro para conseguir sua dança.A abordagem que a companhia resolveu adotar não seguiu a cronologia dos movimentos – a estética foi coloca em primeiro plano. “Fizemos alguns recortes da evolução do passo, focamos o passista que dança para ele mesmo, o outro que dança para os palcos”, comenta Rameh.A trilha sonora, é claro, também traz esse olhar despido de clichês para o espetáculo: batidas do coração, máquina de datilografia antiga e efeitos sonoros misturados apenas à percussão do frevo são alguns dos trechos da trilha. Há também a presença do trabalho do videomaker Breno César. Na concepção da montagem, o vídeo atua tanto como cenário quanto complementa a apresentação dos sete bailarinos do elenco. Preto no branco, que recebeu perto de R$ 80 mil do Funcultura, além de R$ 30 mil do prêmio Klaus Vianna (MinC), fica em cartaz até o dia 18 de março, aos sábados e domingos, às 20h.
FONTE: Jornal do Commercio | Caderno C | 02.03.2007 | Por Fabiana Moraes
Movimiento y sencillez
Preto no branco (Blanco y negro) da vida al frevo sin partes colgantes y con una banda sonora que incluye latidos del corazón.
Después de la sobredosis de pasos, colores y homenajes durante el centenario frevo, el espectáculo Preto no branco (Blanco y negro), que se estrena hoy (para invitados) en el Teatro Armazém, adopta un enfoque simplificado, escueto y poco convencional. El propio nombre ya indica esta orientación hacia una obra poco convencional, idea confirmada por la directora de Artefolia (productora del montaje), Marília Rameh. “Trabajamos en la simplicidad, en el propio movimiento”, afirma Rameh, coreógrafa del espectáculo junto a Ivaldo Mendonça y Célia Meira.
La investigación para Preto no branco comenzó en 2002: se celebraron talleres y laboratorios creativos en los que los alumnos pudieron estudiar el equilibrio, el enfoque y la intensidad del frevo (con Mendonça) y también la deconstrucción del paso (con Célia Meira). También se celebró un taller de capoeira con Mestre Mago y el profesor Tiziu. La combinación de las distintas formas de trabajar el paso dio lugar a movimientos con una dinámica muy específica, explica Marília Rameh. El enfoque que la compañía decidió adoptar no seguía la cronología de los movimientos: la estética se colocó en primer plano. “Hemos hecho unos retazos de la evolución del paso, centrándonos en el pasista que baila para sí mismo, el otro que baila para el escenario”, dice Rameh. La banda sonora, por supuesto, también aporta este aire libre de clichés al espectáculo: latidos de corazón, una vieja máquina de escribir y efectos sonoros mezclados sólo con la percusión del frevo son algunas de las piezas de la banda sonora. También está el trabajo del realizador de vídeo Breno César. En la concepción de la producción, el vídeo actúa a la vez como telón de fondo y como complemento de la actuación de los siete bailarines del elenco. Preto no branco, que recibió cerca de 80.000 reales de FUNCULTURA – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura, así como 30.000 reales del Premio Klauss Vianna FUNARTE – Fundação Nacional das Artes, está en cartel hasta el 18 de marzo, los sábados y domingos a las 20h.
FUENTE: Jornal do Commercio | Caderno C | 02.03.2007 | Por Fabiana Moraes
Movement and simplicity
Preto no Pranco (Black on White) brings frevo to life without any pendant parts and to a soundtrack that includes heartbeats.
After the overdose of steps, colours and tributes during the frevo centenary, the show Preto no Branco (Black on White), which opens today (for guests) at the Armazém Theatre, takes a simplified, lean and unconventional approach. The name itself already indicates this orientation towards an unconventional piece, an idea confirmed by the director of Artefolia (which produces the show), Marília Rameh. “We worked on simplicity, on the movement itself,” says Rameh, who choreographed the show alongside Ivaldo Mendonça and Célia Meira.
Research for Preto no Branco began in 2002: workshops and creative laboratories were held where the students were able to study the balance, focus and intensity of frevo (with Mendonça), as well as the deconstruction of the step (with Célia Meira). A capoeira workshop was also held with Mestre Mago and Professor Tiziu. The combination of the different ways of working the step resulted in movements with very specific dynamics, explains Marília Rameh. In one of the moments of the performance, for example, two dancers are totally dependent on each other to pull off their dance. The approach the company decided to adopt did not follow the chronology of the movements – aesthetics was placed in the foreground. “We have made a few cuts from the evolution of the step, focussing on the frevo dancer who dances for himself, the other who dances for the stage,” says Rameh. The soundtrack, of course, also brings this cliché-free look to the show: heartbeats, an old typewriter and sound effects mixed only with the percussion of frevo are some of the pieces on the soundtrack. There is also the work of video maker Breno César. In the conception of the production, the video acts both as a setting and as complementing the performance of the seven dancers in the cast. Preto no Branco, which received close to R$ 80 thousand from Funcultura, in addition to R$ 30 thousand from the Klaus Vianna prize (MinC), is on until 18 March, on Saturdays and Sundays, at 8pm..
SOURCE: Jornal do Commercio | Caderno C | 02.03.2007 | By Fabiana Moraes
